Uma questão de escolha

 Foto: pixabay

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Como tudo na vida, a alimentação saudável é uma questão de escolha. Se você seleciona bem o que coloca no prato, colhe os benefícios na forma de saúde, beleza e bem-estar. Mas se escolhe alimentos nutricionalmente pobres, corre o risco de engordar, envelhecer antes do tempo e até adoecer.

A decisão de ficar com o certo ou o errado está em suas mãos. Mas nem sempre é fácil mudar antigos hábitos que induzem a má alimentação. Para modificá-los, é preciso mudar alguns comportamentos como ansiedade, pressa do dia a dia, falta de informação e o consumo excessivo de comida industrializada. 

Mas você não está sozinho (a) nisso! Tenho 5 pontos que trabalho sempre em minhas receitas, cardápios e orientações para trazer o melhor da nutrição combinada a gastronomia, para tornar estas escolhas mais fáceis, mais prazerosas e mais divertidas!

Conheça melhor cada um deles!

1. Densidade Calórica: Existem quatro tipos: alta, média, baixa e muito baixa. Basicamente é o volume do alimento x a quantidade calórica. E aqui os ingredientes que ganham vntagens são aqueles ricos em fibras e água. Ex: pepino, folhas, chuchu e etc.

2. Amido Resistente: como o nome já diz, é o amido que resiste para ser digerido, fazendo com que o esvaziamento do estômago seja mais lento, adiando a fome por mais tempo. 

3. Alimentos funcionais: Eles contêm substâncias que nutrem e previnem o envelhecimento precoce das células, além de combater processos inflamatórios que favorecem o acúmulo de gordura e dificultam a perda de peso. Capazes de combater os radicais livres, os antioxidantes são os principais aliados da dieta. Eles são encontrados especialmente nas frutas, verduras, legumes e grãos integrais. Outra substância funcional dos alimentos é o ômega 3.  Com poder anti-inflamatório, ele está presente em peixes de águasprofundas (atum, salmão), na semente de linhaça e quinua. 

4. Termogênese: Todo alimento faz com que o organismo gaste calorias no processo de digestão - desde a mastigação até a absorção e eliminação. Mas, por causa da quantidade de fibras (frutas, verduras) ou de substâncias capazes de elevar a temperatura interna do corpo e acelerar o metabolismo (pimenta, gengibre), alguns alimentos exigem um gasto ainda maior, favorecendo a perda de peso. 

5. Índice glicêmico: Dividido em alto, médio e baixo, esse tipo de medida sinaliza a velocidade com que os carboidratos - nossos principais fornecedores de energia - são absorvidos. Quando esse processo é rápido, ou seja, o alimento tem índice glicêmico (IG) alto, o organismo produz mais insulina - hormônio que, em excesso, favorece o aumento dos estoques de gordura. Portanto, para você emagrecer, seu prato deve ter mais espaço para os itens com IG baixo. 

Para se manter saudável não é preciso se privar dos prazeres da boa mesa.As refeições pode (e devem) ser sinônimos de combinações equilibradas e de novas e saborosas experiências gastronômicas. É importante variar o modo de preparo, assim como provar pratos diferentes. 

Como falamos, é uma questão de escolha. Escolha de sabores, de combinações e nutrientes! 

Texto: trechos do livro "5 pontos essenciais para emagrecer" da nutricionitsa Maria Cecilia Corsi - Editora Abril, Boa Forma